Este livro nasceu de um incômodo. Ou de vários. O primeiro deles, um mal-estar perante os acalorados debates de “gênero” que têm se estabelecido, não apenas no campo político (em seus vários espectros), mas também científico-acadêmico, muitas vezes pautados por discursos inflamados e ferozes, presentes em partidários de correntes teóricas ou movimentos sociais diferentes. Uma coisa que para mim se tornou cada vez mais evidente é que a palavra “gênero” não é e nem tem sido usada conceitualmente da mesma forma. No entanto, sua definição nunca é demandada de antemão nos debates, de modo a deixar claro para quem assiste à discussão quais são os pressupostos epistemológicos assumidos e, consequentemente, os desdobramentos éticos e políticos em jogo. Um segundo incômodo veio pela presença cada vez mais hegemônica da palavra “gênero” como “escolha”, “identidade” ou “sentimento”, facilmente identificável nos discursos das redes sociais ou de pessoas mais jovens, em detrimento de um apagamento do sentidode “gênero” como “opressão”. (...) Do que propriamente estamos falando? Qual é a relação de “gênero” com essas (diferentes) pautas e quais são algumas possibilidades apontadas por abordagens distintas? Este livro se dedica a dar densidade conceitual ao termo “gênero”. Sua proposta é apresentar, de forma consistente, definições plurais, capazes de sustentar debates e inspirar novas perspectivas, abrindo espaço para o diálogo crítico e democrático, e para novas formas de pensar o presente.
| Peso: | 370 g. |
| Páginas: | 220 |
| ISBN: | 9786525086095 |
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